Startup aeroespacial Brasileira avança e desenvolve propulsores inéditos na América Latina

As vezes é interessante divulgarmos o que ocorre no mercado aeroespacial brasileiro, principalmente iniciativas empreendedoras que tem logrado sucesso ao decidirem embarcar neste mercado ainda pouco explorado, porém, muito promissor. Assim, para inspirar os futuros empreendedores aeroespaciais segue a cópia de um texto compartilhado pela Startup Acrux que resume um pouco de sua história de empreendimento, trabalho e dedicação.

No ano passado a startup Acrux Aerospace Technologies completou 10 anos de história com a sua primeira exportação de um produto de alta tecnologia, um UAV (drone) de alto desempenho em fibra de carbono e titânio desenvolvido para vigilância e monitoramento.

UAV de 40kg de massa total, 15kg de câmeras e 500km de autonomia

No fim de 2016, após um ano de preparações e pesquisas de pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Israel – Technion, os fundadores da Acrux criaram um programa de reestruturação e capitalização para fomentar a decolagem da empresa já em 2019. Tal programa vem trazendo grandes resultados, e a startup já vem sendo reconhecida como uma das mais promissoras e representativas do setor NewSpace, sendo inclusive citada como a 21ª mais representativa no setor, por um grupo consultor inglês, a mais bem classificada por esse grupo na américa latina.

Portal: www.newspacepeople.com

Em sua reestruturação, um dos projetos mais audaciosos está na aposta em bombas de propelentes elétricas e o uso do par propelente peróxido de hidrogênio e querosene de aviação como alternativa limpa, ecológica, hipergólica e não criogênica, que confere maior eficiência estrutural aos foguetes e principalmente baixíssimo custo e mais confiabilidade.
Nessa linha de pesquisa, em parceria com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA e a multinacional Renishaw, a equipe da Acrux projetou e irão testar nos próximos meses o primeiro motor-foguete a propelente líquido impresso em 3D da américa latina.

Motor-foguete a propelente líquido em Inconel

Tais pesquisam apontam para um projeto de veículo lançador que pode rapidamente colocar o Brasil no seleto grupo de países capazes de colocar satélites em órbita por meios próprios. Ao Brasil, o sonho de um veículo lançador já custou centenas de milhões de reais, mas principalmente a vida de 21 profissionais que heroicamente se dedicavam a meta do VLS sendo lançado de Alcântara.
Nessa linha de trabalho, a empresa vem desde 2010 trabalhando no projeto e otimização de um lançador batizado internamente de Montenegro, em homenagem a um dos patriarcas do programa espacial brasileiro, que visa utilizar uma versão modificada do já qualificado foguete de sondagem nacional VSB-30, desenvolvido pelo IAE/DCTA juntamente com um estágio superior dotado de um motor-foguete a propelente líquido com a mesma tecnologia do motor em desenvolvimento.

Na configuração proposta pela equipe, tal veículo deverá ter um custo de US$ 500mil por lançamento, e poderá colocar satélites de até 38 kg se lançado do futuro Centro Espacial de Alcântara, e deverá contar com estágios reutilizáveis, reduzindo assim ainda mais o custo por lançamento.

Lançador VSB30/Montenegro em vista de corte

Além dos projetos ligados ao setor de foguetes, a equipe vem trabalhando no projeto de um módulo de potência elétrica e painéis solares de baixo custo para CubeSats, projeto esse em fase de prototipação nos laboratórios da empresa.
Visando maior capitalização e cadência nas operações a equipe da Acrux vem trabalhando em parceria com centros de excelência em análises de dados ambientais para a promoção de um modelo de negócios baseado no emprego de deep learning e big data para o incremento de produtividade e a redução do uso de agrotóxicos por meio de monitoramento com drones, projeto com largo potencial econômico tanto para a Acrux como para futuros clientes.
Ainda visando as expansões da startup, foi de enorme importância o estabelecimento de uma forte parceria de pesquisa e produção com uma grande metalúrgica especializada em usinagem de precisão para a indústria automotiva e de defesa, na grande São Paulo.

Metalúrgica especializada em Usinagem de precisão na grande SP

Ao longo dos próximos meses uma série de expansões devem ser anunciadas, inclusive novas contratações para a aceleração dos projetos atuais. Para maiores informações sobre os projetos da startup e atualizações, acompanhem as mídias sociais e o nosso portal, venha fazer parte! Por um Brasil espacial!

www.acruxtech.com.br
https://www.linkedin.com/in/acrux-aerospace-technologies-62b60b182/
https://www.facebook.com/ACRUX-AEROSPACE-TECHNOLOGIES-136023369836362/


Divulgando informação sobre o AST (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas)

O curso de Engenharia Aeroespacial, em seu papel de promotor do conhecimento e educação, vem compartilhar um folder desenvolvido pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que trata sobre as principais questões pertinentes ao acordo conhecido como AST que foi assinado entre o Brasil e o Estados Unidos da América.

No dia 28 de Março ocorreu uma audiência no Senado, onde o atual Ministro o MCTIC, o astronauta Cel. Marcos Pontes, teve a oportunidade de apresentar aos parlamentares o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) assinado pelo Brasil e Estados Unidos.

Na ocasião ficou claro para todos que o Acordo é apenas uma permissão dos EUA para que o Brasil possa executar lançamento de foguetes e satélites de qualquer nacionalidade que contenham componentes americanos desde que o Brasil proteja a tecnologia americana embarcada contra acesso ou cópia ilegal.

Vejam o folheto abaixo, façam o download e compartilhem essas informações para as demais pessoas terem a possibilidade de conhecer realmente do que se trata o AST e da sua importância para o projeto do CEA (Centro Espacial de Alcântara).

https://issuu.com/mctic/docs/folder_ast

II Congresso Aeroespacial Brasileiro & Competição Brasileira de Minifoguetes

Entre os dias 16 a 19 de setembro, na Universidade Federal de Santa Maria UFSM, cidade de Santa Maria, RS, ocorrerá a segunda edição do Congresso Aeroespacial Brasileiro, CAB.

Sob o tema ” Debates e Diálogo entre os Atores do Setor Aeroespacial Brasileiro” este evento visa a sinergia das instituições ligadas ao setor aeronáutico e astronáutico brasileiro. O Congresso é organizado por uma comissão nacional composta pelos representantes dos cursos de graduação em engenharia aeroespacial, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e outras entidades regionais que apoiam o evento, como a Câmara de Comércio e Indústria de Santa Maria (CACISM).

Maiores informações, inscrições e submissão de artigos no site:
https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/eventos/ii-cab/

O Congresso também estará promovendo uma Competição Brasileira de Minifoguetes. As equipes universitárias deverão projetar e montar um minifoguete com capacidade para atingir um apogeu de 500 metros. A novidade está na inovação tecnológica que cada equipe deverá apresentar em seu minifoguete.

Maiores informações também podem ser fornecidas pela Coordenação do Curso de Engenharia Aeroespacial da UFMA.

Seminário: Uma Perspectiva da Engenharia Aeroespacial no Brasil

Nesta segunda-feira, 17 de dezembro, a partir das 14h, teremos um seminário para os discentes do BICT sob o tema “Uma Perspectiva da Engenharia Aeroespacial no Brasil”. Este tema será abordado pelo Coronel Aviador Orlando Galdiano Júnior e pelo Coronel Márcio Antunes Costa Melo, ambos pertencentes a Força Aérea Brasileira.
Este seminário está sendo promovido pela coordenação da Engenharia Aeroespacial e tem o propósito de divulgar aspectos da sapiência aeroespacial de modo a motivar o interesse dos docentes para esta área.
Evento __________________________________________________________________________
Seminário: Uma Perspectiva da Engenharia Aeroespacial no Brasil

Autores: Cel. Av. Orlando Galdiano Júnior &  Cel. Inf. Márcio Antunes Costa Melo.

Data: 17/12/2018 (segunda-feira)
Horário: a tarde, a partir das 14h
Local: UFMA, Campus Bacanga, Centro Acadêmico Paulo Freire, mini auditório 301, 3º andar.
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Seminário: Uma Introdução para Engenharia Aeroespacial

Sob o tema “Uma Introdução para Engenharia Aeroespacial” o professor Dr. Airton Nabarrete do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, ITA, esteve na UFMA apresentando um seminário para os alunos do primeiro ciclo, BICT. Dentro os tópicos abordados, o professor falou um pouco sobre o projeto da engenharia aeroespacial no ITA e sua experiência na coordenação da equipe de foguete-modelismo conhecida como ITA Rockets, bem como sua participação no projeto ITA Sat.

Alunos do primeiro ciclo (equipe Sirius), BICT, com o prof. Airton Nabarrete do ITA (ao centro) e prof. Carlos Brito (UFMA)

Prof. Airton Nabarrete (ITA) e alunos do BICT

Coordenadores apresentaram seus cursos de Engenharia Aeroespacial no último dia do CAB

O último dia do Congresso Aeroespacial Brasileiro teve uma programação totalmente voltada para área acadêmica. Inicialmente, o prof. André Silva (UFSM) apresentou o documento que foi recentemente publicado pelo CREA regulamentando o título de Engenheiro(a) Aeroespacial. Em seguida, o prof. André mostrou as principais características e ações promovidas no curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM. Na sequência, o prof. Airton Nabarrete apresentou a Engenharia Aeroespacial do ITA e depois, ainda pela manhã, o prof. Artem Andrianov explicou sobre o curso da Eng. Aeroespacial na UNB.A tarde, no segundo momento do congresso, foi apresentado os demais cursos de Engenharia Aeroespacial promovidos pela UFMA (sob coordenação do prof. Carlos Brito), pela UFMG (representado pela profa. Maria Cecília) e, pelo coordenador prof. Oswaldo Loureda da UniAmérica.Após apresentação das coordenações presentes no evento, o prof. Alysson Diógenes da Universidade Positivo representando a Associação Brasileira de Minifoguetes que promove os Festivais de lançamento de minifoguetes para estudantes de engenharia e do ensino médio anualmente em Curitiba-PR. Na sua apresentação, Diógenes destacou a participação de um grupo de alunos maranhenses que em 2017, participaram do festival brasileiro de minifoguetes e chegaram a ganhar os 04 primeiros lugares. Em seguida, outros representantes de competições de foguetes como a COBRUF, GFRJ e o ITA Rocket, falaram de suas experiências sobre a cultura do foguete-modelismo no Brasil.O Cel. Marcos Pontes retornou neste dia para promover sua segunda palestra, sob o tema “Carreiras e Sonhos”.O Centro Vocacional Tecnológico, CVT – Espacial, projeto da Agência Espacial Brasileiro, instalado na cidade de Natal-RN, foi apresentado pelo Eng. Danilo Sakay. Trata-se de um projeto para aproximar as ciências espaciais para crianças e jovens de escolas.A última palestra foi oferecida pelo prof. Claus da UFC sobre o projeto de Educação Aeroespacial na UFC/GDAe.O evento foi encerrado com uma mesa redonda, composta em sua maioria pelas coordenações das Engenharias Aeroespaciais. Foi sugerido pelo prof. Oswaldo (UniAmérica) que o CAB em sua segunda edição fosse ampliado como o primeiro congresso aeroespacial da américa latina. A ideia foi em geral bem aceita, entretanto, os membros da mesa-redonda chegaram ao consenso que é necessário consolidar primeiramente o CAB. O próximo tema em discussão foi para levantar o próximo local da segunda edição do CAB, sendo escolhido a UFSM para sedia-lo, uma vez que os seus alunos presentes no evento manifestaram sua vontade em organizar o 2º CAB. Após isso, deu-se por encerrado o primeiro Congresso Aeroespacial Brasileiro. 

Parte integrante da Organização do primeiro Congresso Aeroespacial Brasileiro

Marcos Pontes foi destaque do segundo dia do CAB

O segundo dia do Congresso Aeroespacial Brasileiro (CAB) foi marcado pela palestra do Engenheiro da NASA Todd Barber e pela presença do primeiro astronauta brasileiro, o Cel. Marcos Pontes. Confiram o resumo.O segundo dia:O dia começou com uma mesa redonda entre os convidados brasileiros e estrangeiros, onde puderam conversar sobre os programas aeroespaciais consolidados em outros países e em construção como o do Paraguai, destacando suas principais ações e fazendo um contraponto com o Programa Aeroespacial Brasileiro. Entre outros, participaram dessa mesa redonda, os representantes das agências espaciais estrangeiras como o Engenheiro da NASA (Todd Barber), o Prof. Alon Gany (Technion/ISA), o Dr. Roberto Ibba (diretor da Agência Espacial Italiana) e da agência brasileira, Rodrigo Leonardi (AEB).

Todd Barber da NASA e demais representantes das agências espaciais e professores convidados para mesa-redonda

 As duas palestras da manhã foram realizadas primeiramente pelo Sr. José Monserrat Filho,  Jornalista e Jurista, membro da Academia Internacional de Astronáutica (AIA) e do Comitê de Direito Espacial da Internacional Law Association. Também é vice presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial SBDA. O Sr. Monserrat tratou sobre Cooperação internacional e direito espacial. O mesmo ressaltou o uso do espaço para fins pacíficos e a necessidade de leis para regulamentar as atividades aeroespaciais. A segunda palestra abordou a missão de exploração em Marte feita por um Rover (tipo de sonda robô) enviado pela NASA, contada de maneira entusiasmada  pelo Eng. Todd Barber, que trabalha no JPL (Jet Propulsion Laboratory) em Pasadena, California USA. Particularmente, Todd colaborou nos testes dos softwares para controle dos propulsores usados  no estágio do cruzeiro espacial para entregar o rover em solo marciano.  O chamado “Sete minutos de terror” correspondeu justamente o tempo para o Rover Curiosity ser entregue a superfície de Marte pelo módulo de descida em uma operação extremamente cuidadosa e com alta precisão. Para se ter ideia da complexidade da missão, em determinada altitude, o módulo de descida (que carrega o Rover) se separa de seu escudo térmico após entrada em Marte abrindo um pára-quedas para reduzir a sua velocidade. Ao fim desta etapa, o módulo se livra de sua parte superior e do pára-quedas entrando em queda livre. O Rover é então ligado a uma plataforma na qual os propelentes de hidrazina estão localizados. Este é o começo da seqüência de retro-propulsão. Os 8 foguetes reduzem ainda mais a velocidade do módulo de descida. Enquanto isso, o Rover Curiosity deixa sua configuração de vôo para fazer uma configuração de pouso. Os foguetes de retro-propulsão conseguem cancelar completamente a velocidade do Rover, mas eles não o trazem para o chão. A poucos metros de altitude, o módulo de descida para, pois, se os foguetes se aproximarem demais do solo, eles levantarão uma nuvem de poeira que pode danificar os instrumentos científicos do veículo antes mesmo do início de sua missão. A solução de projeto foi abaixar o rover com cabos, para então ser entregue pelo módulo.Outro ponto alto do dia foi a presença do primeiro astronauta brasileiro, Cel. Aviador Marcos Pontes,  que contou um pouco da sua trajetória e de como aos poucos, com determinação, foco e perseverança foi conquistando os seus sonhos. Foi o momento mais inspirador para os alunos e platéia em geral que o assistiam. Pontes também falou sobre as expectativas e oportunidades geradas pelo turismo e indústria espacial.

Cel. Marcos Pontes, primeiro astronauta brasileiro em palestra no CAB

 Após sua palestra, Marcos Pontes foi convidado a integrar a mesa-redonda do segundo dia do CAB. A mesa-redonda trouxe a discussão o tema “Propostas para a reformulação do Programa Espacial Brasileiro PEB”. Na mesa-redonda estavam presentes o Prof. Claus (UFC), o Brig. Vital (PESE), Prof. Airton Nabarette (ITA), Sr. Monserra Filho (SBDA), e intermediando, o Prof. Oswaldo Loureda (UniAmerica). Inicialmente, Loureda levantou a questão sobre quais seriam os principais entraves ao programa espacial brasileiro PEB. Inicialmente o Brig. Vital disse que o comitê para desenvolvimento do PEB em 2015 identificou alguns problemas que ocorreram simultaneamente, ressaltando que entre esses problemas, a falta de governança a nível de decisões foi o principal problema e todo os outros sintomas  que surgiram como consequência da falta dessa governança. O Dr. Monserrat mencionou que há recursos que podem ser aplicados no PEB, porém, deve-se pensar em seus problemas internos, contribuindo em suas atividades espaciais para ajudar na redução da desigualdade social. O prof. Nabarrete reafirmou seu compromisso como educador na área acadêmica e que como tal tenta motivar seus alunos da Engenharia Aeroespacial de modo a não se preocuparem com os problemas do setor. Disse que entre os entraves, a burocracia é algo que pouco ou praticamente não ajuda nos planos acadêmicos do curso. Como exemplo, Nabarrete citou a demora para publicarem as atribuições que regulamentam a profissão de Engenheiro Aeroespacial. O prof. Claus, colocou como um dos entraves a presença de uma continuidade na qualificação de recursos humanos.  Rodrigo Leonardi mencionou que o principal objetivo geral maior do PEB é “utilizar sistemas espaciais em beneficio de nossa sociedade na solução de problemas nacionais”. Apesar, segundo Rodrigo, esse objetivo seja de consenso comum, o problema está em como se deve fazer para atingir este objetivo. Ressalvou também a questão de governança e da necessidade da Agência Espacial Brasileira em assumir seu papel de liderança e de um Conselho Nacional de Espaço para evoluir nas tomadas de decisão. Em seguida, o Cel. Pontes observou que deve haver uma resposta do sistema diante os problemas e que para tanto uma melhor comunicação para conectar de maneira eficiente as instituições que estão fragmentadas. Dessa forma, segundo Pontes, pode-se começar a alinhar as idéias para ajustar estes agentes do setor aos mesmos objetivos para desenvolvimento do PEB.Após a mesa-redonda, o Cel. Marcos Pontes foi homenageado pela UniAmérica, com a entrega do título de Doutor Honoris Causa. Fechando assim o segundo dia do CAB.

Marcos Pontes recebeu o título de Doutor Honoris Causa do Reitor e Pró-Reitor da UniAmérica.

Grandes palestras marcaram o primeiro dia do Congresso Aeroespacial Brasileiro

Ocorreu nos dias de 1 a 3 de novembro o 1º Congresso Aeroespacial Brasileiro CAB (sediado na UniAmérica – Centro Universitário em Foz do Iguaçu). Sob o tema “Diálogos entre Academia, Indústria e Política pública em prol de um Programa Espacial Brasileiro sustentável e impactante”, este evento trouxe nas suas palestras principais, profissionais de alto nível acadêmico e profissional com expertise na área aeroespacial. A seguir, destacam-se alguns dos pontos altos deste primeiro congresso, cuja segunda edição deverá ocorrer em 2019 na cidade de Santa Maria – RS.O primeiro dia:

Da esquerda pra direita, Prof. Blausius (UniAmérica), Cel. Vielman (AEP), Rodrigo Leonardi (AEB) e Brig. Vital (PESE).

A abertura do CAB ocorreu na presença dos convidados que comandariam as palestras ao longo do dia, que eram o Rodrigo Leonardi da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Brigadeiro Vital da PESE (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais), o Cel.  Vielman da Agencia Espacial del Paraguay e a Reitoria da UniAmérica representada pelo Pro-Reitor Prof. Blasius Debald. Em sua fala, Leonardi (AEB) enfatizou os oito cursos de graduação em Engenharia Aeroespacial e a importância do diálogo das coordenações entre si e com a AEB. Depois da abertura, seguiu-se as palestras, começando com o Edvaldo Maia do Instituto de Inovação do SENAI (Florianopólis-SC) que destacou os serviços oferecidos em análise de viabilidade tecnológica de sistemas embarcados, com instalações laboratoriais adequadas para testes de nanosatélites e concepção dos mesmos, como o caso do projeto VCUB1 (nanosatélite 6U), primeiro satélite da indústria brasileira, desenvolvido em parceria com a VISIONA.A segunda palestra foi promovida pelo ilustre PhD. Alon Gany (Engenheiro Aeroespacial e professor emérito da TECHNION, Israel). O professor apresentou a trajetória do programa espacial de Israel que caminha a longos passos, destacando alguns projetos de lançamentos de satélites como a família OFEK e o seu lançador SHAVIT (o último,OFEK 10, foi lançado no ano de 2014), o satélite de estratégia militar TecSAR (2014) e a série de satélites de comunicação AMOS (o último lançado recentemente em setembro de 2018). O professor ainda mencionou o projeto da Agência Espacial de Israel ISA em colaboração com a Technion conhecido como SAMSON. A previsão de lançamento deste nanosatélite está para o ano de 2020. 

Prof. Alon Gany (Technion) com o prof. Carlos Brito (UFMA)

 A tarde do primeiro dia seguiu com as palestras sobre a Agencia Espacial del Paraguay ( pelo Cel. Vielman), a Agência Espacial Brasileira AEB (Rodrigo Leonardi),  o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Brig. Vital) e o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apresentado por Geilson Loureiro. O LIT/INPE destaca-se na sua importância para o programa espacial brasileiro por ser o único laboratório com capacidade tecnológica para validação de satélites no país. Além disso, 97% das antenas de uso aeroespacial produzidas no Brasil foram testadas no LIT.A noite, encerrando o primeiro dia do CAB, o engenheiro mecatrônico da USP e mestre em engenharia de sistemas espaciais pelo ISAE-Supaéro na França, Lucas Fonseca, foi único brasileiro participante da missão Rosetta (sonda espacial construída e lançada pela Agência Espacial Europeia ESA para investigar um cometa). Sua palestra foi considerada pelos alunos uma das mais empolgantes do primeiro dia. Lucas apresentou sua perspectiva sobre uma outra visão de trabalhar com o espaço por meio das empresas tipo NewSpace (contraponto das empresas tradicionais do setor aeroespacial conhecido como OldSpace). O mesmo acredita que as empresas tipo newspace possam contribuir para uma maior inserção de brasileiros que queiram empreender no setor espacial. Atualmente, Lucas Fonseca está a frente de vários projetos e da Diretoria Executiva da Airvantis.

Eng. Lucas Fonseca da Airvantis – destaque do primeiro dia

II Fórum da Indústria Espacial Brasileira

Já estão abertas as inscrições para o II Fórum da Indústria Espacial Brasileira,que  acontecerá nos dias 27 a 28 de novembro de 2018, em São José dos Campos – SP. As inscrições estão abertas no site da Agência Espacial Brasileira http://www.aeb.gov.br/abertas-inscricoes-para-o-2o-forum-da-industria-espacial-brasileira/
Esse ano está correndo no contexto do Fórum o Desafio Espacial, que tem como objetivo incentivar e reconhecer o esforço bem-sucedidos de inovação no setor espacial do Brasil. Ao se inscrever no Fórum, é possível optar pela participação no Desafio Espacial e optar por uma das categorias para participar:
Categoria 1 – Geração de ideia que agregue valor aos serviços de Observação da Terra, Meteorologia e/ou Comunicação.
Categoria 2 – Proposta de Mínimo Produto Viável (Minimum Viable Product – MVP) que agregue valor aos serviços de Observação da Terra, Meteorologia e/ou Comunicação.
Segue nos links mais informações sobre as regras para o Desafio Espacial e a Programação resumida do Fórum:

1º CAB: Especialistas debatem o futuro do setor aeroespacial no Brasil

Reprodução do texto na íntegra do site da Uniamérica Centro Universitário:

 Para promover o diálogo entre a academia, indústria e os órgãos governamentais do setor aeroespacial, a UniAmérica – Centro Universitário Comunitário no oeste do Paraná – vai sediar nos dias 1, 2 e 3 de novembro o 1º Congresso Aeroespacial Brasileiro. A programação terá palestras, minicursos, seções de trabalhos científicos e mesas redondas com especialistas, gestores e pesquisadores nacionais e internacionais, incluindo o astronauta brasileiro Marcos Pontes e o engenheiro da NASA, Todd Barber.O evento é co-organizado pelo Centro Universitário em parceria com outras dez instituições de renome educacional do Brasil e Paraguai. Dentre as instituições organizadoras estão o Parque Tecnológico Itaipu, Unila – Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Universidad Nacional de Asuncion, o ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica e a Universidade Federal do Paraná.Nessa primeira edição, o congresso abordará como tema: “Diálogos entre Academia, Indústria e Política pública em prol de um Programa Espacial Brasileiro sustentável e impactante”. O congresso também abrigará o 1º Fórum de Startups Aeroespaciais da América Latina, nas noites do dia 1 e 2 de novembro e ainda será palco da Carta de Foz do Iguaçu – documento que será finalizado e assinado por todos os participantes do congresso e levará os anseios da comunidade aeroespacial ao próximo presidente do Brasil.PALESTRANTESDentre os palestrantes confirmados, o primeiro é o astronauta Marcos Pontes. Em março de 2006, Pontes tornou-se o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço integrando a Missão Centenário, projeto criado entre o Brasil e Rússia com destino a Estação Espacial Internacional, com mais outros dois cientistas. A missão de Pontes durou 10 dias, tempo em que o engenheiro realizou diversos experimentos em ambiente de microgravidade.Outro profissional renomado que estará presente é Todd Barber, Engenheiro de Propulsão do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da NASA). Todd recebeu o Exceptional Achievement Award da NASA em 1996 por seu trabalho no Galileo (Nave espacial norte-americana não tripulada, lançada pela NASA para estudar o planeta Júpiter), atualmente atuando nas missões de exploração de Marte da NASA.Também participam do evento Lucas Fonseca, diretor da Missão Garateia, e diretor executivo da Airvantis. Fonseca é Engenheiro Mecatrônico pela Universidade de São Paulo (USP) e possui mestrado em Engenharia de Sistemas Espaciais, recebido pela ISAE-Supaéro na França, único brasileiro participante da missão Rosetta, que pousou uma sonda em um cometa.O professor emérito do Technion – Instituto Israelense de Tecnologia, Alon Gany também é um dos palestrantes confirmados para o congresso. Gany é PhD pelo Technion e membro do corpo docente desde 1979, foi diretor do Fine Rocket Propulsion Center e do Laboratório de Aerotermodinâmica e membro estrangeiro da National Academy of Engineering (NAE-US).As inscrições para o congresso são limitadas e podem ser feitas pelo site: http://uniamerica.br/congressoaeroespacial/ SERVIÇO1º Congresso Aeroespacial BrasileiroData: 1 a 3 de novembroLocal: UniAmérica – Centro UniversitárioAv. das Cataratas, 1118 – Vila Yolanda, Foz do Iguaçu – PR, 85853-000Telefone: (45) 2105.9001Inscrições: http://uniamerica.br/congressoaeroespacial/

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