Grandes palestras marcaram o primeiro dia do Congresso Aeroespacial Brasileiro

Ocorreu nos dias de 1 a 3 de novembro o 1º Congresso Aeroespacial Brasileiro CAB (sediado na UniAmérica – Centro Universitário em Foz do Iguaçu). Sob o tema “Diálogos entre Academia, Indústria e Política pública em prol de um Programa Espacial Brasileiro sustentável e impactante”, este evento trouxe nas suas palestras principais, profissionais de alto nível acadêmico e profissional com expertise na área aeroespacial. A seguir, destacam-se alguns dos pontos altos deste primeiro congresso, cuja segunda edição deverá ocorrer em 2019 na cidade de Santa Maria – RS.O primeiro dia:

Da esquerda pra direita, Prof. Blausius (UniAmérica), Cel. Vielman (AEP), Rodrigo Leonardi (AEB) e Brig. Vital (PESE).

A abertura do CAB ocorreu na presença dos convidados que comandariam as palestras ao longo do dia, que eram o Rodrigo Leonardi da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Brigadeiro Vital da PESE (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais), o Cel.  Vielman da Agencia Espacial del Paraguay e a Reitoria da UniAmérica representada pelo Pro-Reitor Prof. Blasius Debald. Em sua fala, Leonardi (AEB) enfatizou os oito cursos de graduação em Engenharia Aeroespacial e a importância do diálogo das coordenações entre si e com a AEB. Depois da abertura, seguiu-se as palestras, começando com o Edvaldo Maia do Instituto de Inovação do SENAI (Florianopólis-SC) que destacou os serviços oferecidos em análise de viabilidade tecnológica de sistemas embarcados, com instalações laboratoriais adequadas para testes de nanosatélites e concepção dos mesmos, como o caso do projeto VCUB1 (nanosatélite 6U), primeiro satélite da indústria brasileira, desenvolvido em parceria com a VISIONA.A segunda palestra foi promovida pelo ilustre PhD. Alon Gany (Engenheiro Aeroespacial e professor emérito da TECHNION, Israel). O professor apresentou a trajetória do programa espacial de Israel que caminha a longos passos, destacando alguns projetos de lançamentos de satélites como a família OFEK e o seu lançador SHAVIT (o último,OFEK 10, foi lançado no ano de 2014), o satélite de estratégia militar TecSAR (2014) e a série de satélites de comunicação AMOS (o último lançado recentemente em setembro de 2018). O professor ainda mencionou o projeto da Agência Espacial de Israel ISA em colaboração com a Technion conhecido como SAMSON. A previsão de lançamento deste nanosatélite está para o ano de 2020. 

Prof. Alon Gany (Technion) com o prof. Carlos Brito (UFMA)

 A tarde do primeiro dia seguiu com as palestras sobre a Agencia Espacial del Paraguay ( pelo Cel. Vielman), a Agência Espacial Brasileira AEB (Rodrigo Leonardi),  o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Brig. Vital) e o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apresentado por Geilson Loureiro. O LIT/INPE destaca-se na sua importância para o programa espacial brasileiro por ser o único laboratório com capacidade tecnológica para validação de satélites no país. Além disso, 97% das antenas de uso aeroespacial produzidas no Brasil foram testadas no LIT.A noite, encerrando o primeiro dia do CAB, o engenheiro mecatrônico da USP e mestre em engenharia de sistemas espaciais pelo ISAE-Supaéro na França, Lucas Fonseca, foi único brasileiro participante da missão Rosetta (sonda espacial construída e lançada pela Agência Espacial Europeia ESA para investigar um cometa). Sua palestra foi considerada pelos alunos uma das mais empolgantes do primeiro dia. Lucas apresentou sua perspectiva sobre uma outra visão de trabalhar com o espaço por meio das empresas tipo NewSpace (contraponto das empresas tradicionais do setor aeroespacial conhecido como OldSpace). O mesmo acredita que as empresas tipo newspace possam contribuir para uma maior inserção de brasileiros que queiram empreender no setor espacial. Atualmente, Lucas Fonseca está a frente de vários projetos e da Diretoria Executiva da Airvantis.

Eng. Lucas Fonseca da Airvantis – destaque do primeiro dia

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