Seminário: Uma Introdução para Engenharia Aeroespacial

Sob o tema “Uma Introdução para Engenharia Aeroespacial” o professor Dr. Airton Nabarrete do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, ITA, esteve na UFMA apresentando um seminário para os alunos do primeiro ciclo, BICT. Dentro os tópicos abordados, o professor falou um pouco sobre o projeto da engenharia aeroespacial no ITA e sua experiência na coordenação da equipe de foguete-modelismo conhecida como ITA Rockets, bem como sua participação no projeto ITA Sat.

Alunos do primeiro ciclo (equipe Sirius), BICT, com o prof. Airton Nabarrete do ITA (ao centro) e prof. Carlos Brito (UFMA)

Prof. Airton Nabarrete (ITA) e alunos do BICT

Coordenadores apresentaram seus cursos de Engenharia Aeroespacial no último dia do CAB

O último dia do Congresso Aeroespacial Brasileiro teve uma programação totalmente voltada para área acadêmica. Inicialmente, o prof. André Silva (UFSM) apresentou o documento que foi recentemente publicado pelo CREA regulamentando o título de Engenheiro(a) Aeroespacial. Em seguida, o prof. André mostrou as principais características e ações promovidas no curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM. Na sequência, o prof. Airton Nabarrete apresentou a Engenharia Aeroespacial do ITA e depois, ainda pela manhã, o prof. Artem Andrianov explicou sobre o curso da Eng. Aeroespacial na UNB.A tarde, no segundo momento do congresso, foi apresentado os demais cursos de Engenharia Aeroespacial promovidos pela UFMA (sob coordenação do prof. Carlos Brito), pela UFMG (representado pela profa. Maria Cecília) e, pelo coordenador prof. Oswaldo Loureda da UniAmérica.Após apresentação das coordenações presentes no evento, o prof. Alysson Diógenes da Universidade Positivo representando a Associação Brasileira de Minifoguetes que promove os Festivais de lançamento de minifoguetes para estudantes de engenharia e do ensino médio anualmente em Curitiba-PR. Na sua apresentação, Diógenes destacou a participação de um grupo de alunos maranhenses que em 2017, participaram do festival brasileiro de minifoguetes e chegaram a ganhar os 04 primeiros lugares. Em seguida, outros representantes de competições de foguetes como a COBRUF, GFRJ e o ITA Rocket, falaram de suas experiências sobre a cultura do foguete-modelismo no Brasil.O Cel. Marcos Pontes retornou neste dia para promover sua segunda palestra, sob o tema “Carreiras e Sonhos”.O Centro Vocacional Tecnológico, CVT – Espacial, projeto da Agência Espacial Brasileiro, instalado na cidade de Natal-RN, foi apresentado pelo Eng. Danilo Sakay. Trata-se de um projeto para aproximar as ciências espaciais para crianças e jovens de escolas.A última palestra foi oferecida pelo prof. Claus da UFC sobre o projeto de Educação Aeroespacial na UFC/GDAe.O evento foi encerrado com uma mesa redonda, composta em sua maioria pelas coordenações das Engenharias Aeroespaciais. Foi sugerido pelo prof. Oswaldo (UniAmérica) que o CAB em sua segunda edição fosse ampliado como o primeiro congresso aeroespacial da américa latina. A ideia foi em geral bem aceita, entretanto, os membros da mesa-redonda chegaram ao consenso que é necessário consolidar primeiramente o CAB. O próximo tema em discussão foi para levantar o próximo local da segunda edição do CAB, sendo escolhido a UFSM para sedia-lo, uma vez que os seus alunos presentes no evento manifestaram sua vontade em organizar o 2º CAB. Após isso, deu-se por encerrado o primeiro Congresso Aeroespacial Brasileiro. 

Parte integrante da Organização do primeiro Congresso Aeroespacial Brasileiro

Marcos Pontes foi destaque do segundo dia do CAB

O segundo dia do Congresso Aeroespacial Brasileiro (CAB) foi marcado pela palestra do Engenheiro da NASA Todd Barber e pela presença do primeiro astronauta brasileiro, o Cel. Marcos Pontes. Confiram o resumo.O segundo dia:O dia começou com uma mesa redonda entre os convidados brasileiros e estrangeiros, onde puderam conversar sobre os programas aeroespaciais consolidados em outros países e em construção como o do Paraguai, destacando suas principais ações e fazendo um contraponto com o Programa Aeroespacial Brasileiro. Entre outros, participaram dessa mesa redonda, os representantes das agências espaciais estrangeiras como o Engenheiro da NASA (Todd Barber), o Prof. Alon Gany (Technion/ISA), o Dr. Roberto Ibba (diretor da Agência Espacial Italiana) e da agência brasileira, Rodrigo Leonardi (AEB).

Todd Barber da NASA e demais representantes das agências espaciais e professores convidados para mesa-redonda

 As duas palestras da manhã foram realizadas primeiramente pelo Sr. José Monserrat Filho,  Jornalista e Jurista, membro da Academia Internacional de Astronáutica (AIA) e do Comitê de Direito Espacial da Internacional Law Association. Também é vice presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial SBDA. O Sr. Monserrat tratou sobre Cooperação internacional e direito espacial. O mesmo ressaltou o uso do espaço para fins pacíficos e a necessidade de leis para regulamentar as atividades aeroespaciais. A segunda palestra abordou a missão de exploração em Marte feita por um Rover (tipo de sonda robô) enviado pela NASA, contada de maneira entusiasmada  pelo Eng. Todd Barber, que trabalha no JPL (Jet Propulsion Laboratory) em Pasadena, California USA. Particularmente, Todd colaborou nos testes dos softwares para controle dos propulsores usados  no estágio do cruzeiro espacial para entregar o rover em solo marciano.  O chamado “Sete minutos de terror” correspondeu justamente o tempo para o Rover Curiosity ser entregue a superfície de Marte pelo módulo de descida em uma operação extremamente cuidadosa e com alta precisão. Para se ter ideia da complexidade da missão, em determinada altitude, o módulo de descida (que carrega o Rover) se separa de seu escudo térmico após entrada em Marte abrindo um pára-quedas para reduzir a sua velocidade. Ao fim desta etapa, o módulo se livra de sua parte superior e do pára-quedas entrando em queda livre. O Rover é então ligado a uma plataforma na qual os propelentes de hidrazina estão localizados. Este é o começo da seqüência de retro-propulsão. Os 8 foguetes reduzem ainda mais a velocidade do módulo de descida. Enquanto isso, o Rover Curiosity deixa sua configuração de vôo para fazer uma configuração de pouso. Os foguetes de retro-propulsão conseguem cancelar completamente a velocidade do Rover, mas eles não o trazem para o chão. A poucos metros de altitude, o módulo de descida para, pois, se os foguetes se aproximarem demais do solo, eles levantarão uma nuvem de poeira que pode danificar os instrumentos científicos do veículo antes mesmo do início de sua missão. A solução de projeto foi abaixar o rover com cabos, para então ser entregue pelo módulo.Outro ponto alto do dia foi a presença do primeiro astronauta brasileiro, Cel. Aviador Marcos Pontes,  que contou um pouco da sua trajetória e de como aos poucos, com determinação, foco e perseverança foi conquistando os seus sonhos. Foi o momento mais inspirador para os alunos e platéia em geral que o assistiam. Pontes também falou sobre as expectativas e oportunidades geradas pelo turismo e indústria espacial.

Cel. Marcos Pontes, primeiro astronauta brasileiro em palestra no CAB

 Após sua palestra, Marcos Pontes foi convidado a integrar a mesa-redonda do segundo dia do CAB. A mesa-redonda trouxe a discussão o tema “Propostas para a reformulação do Programa Espacial Brasileiro PEB”. Na mesa-redonda estavam presentes o Prof. Claus (UFC), o Brig. Vital (PESE), Prof. Airton Nabarette (ITA), Sr. Monserra Filho (SBDA), e intermediando, o Prof. Oswaldo Loureda (UniAmerica). Inicialmente, Loureda levantou a questão sobre quais seriam os principais entraves ao programa espacial brasileiro PEB. Inicialmente o Brig. Vital disse que o comitê para desenvolvimento do PEB em 2015 identificou alguns problemas que ocorreram simultaneamente, ressaltando que entre esses problemas, a falta de governança a nível de decisões foi o principal problema e todo os outros sintomas  que surgiram como consequência da falta dessa governança. O Dr. Monserrat mencionou que há recursos que podem ser aplicados no PEB, porém, deve-se pensar em seus problemas internos, contribuindo em suas atividades espaciais para ajudar na redução da desigualdade social. O prof. Nabarrete reafirmou seu compromisso como educador na área acadêmica e que como tal tenta motivar seus alunos da Engenharia Aeroespacial de modo a não se preocuparem com os problemas do setor. Disse que entre os entraves, a burocracia é algo que pouco ou praticamente não ajuda nos planos acadêmicos do curso. Como exemplo, Nabarrete citou a demora para publicarem as atribuições que regulamentam a profissão de Engenheiro Aeroespacial. O prof. Claus, colocou como um dos entraves a presença de uma continuidade na qualificação de recursos humanos.  Rodrigo Leonardi mencionou que o principal objetivo geral maior do PEB é “utilizar sistemas espaciais em beneficio de nossa sociedade na solução de problemas nacionais”. Apesar, segundo Rodrigo, esse objetivo seja de consenso comum, o problema está em como se deve fazer para atingir este objetivo. Ressalvou também a questão de governança e da necessidade da Agência Espacial Brasileira em assumir seu papel de liderança e de um Conselho Nacional de Espaço para evoluir nas tomadas de decisão. Em seguida, o Cel. Pontes observou que deve haver uma resposta do sistema diante os problemas e que para tanto uma melhor comunicação para conectar de maneira eficiente as instituições que estão fragmentadas. Dessa forma, segundo Pontes, pode-se começar a alinhar as idéias para ajustar estes agentes do setor aos mesmos objetivos para desenvolvimento do PEB.Após a mesa-redonda, o Cel. Marcos Pontes foi homenageado pela UniAmérica, com a entrega do título de Doutor Honoris Causa. Fechando assim o segundo dia do CAB.

Marcos Pontes recebeu o título de Doutor Honoris Causa do Reitor e Pró-Reitor da UniAmérica.

Grandes palestras marcaram o primeiro dia do Congresso Aeroespacial Brasileiro

Ocorreu nos dias de 1 a 3 de novembro o 1º Congresso Aeroespacial Brasileiro CAB (sediado na UniAmérica – Centro Universitário em Foz do Iguaçu). Sob o tema “Diálogos entre Academia, Indústria e Política pública em prol de um Programa Espacial Brasileiro sustentável e impactante”, este evento trouxe nas suas palestras principais, profissionais de alto nível acadêmico e profissional com expertise na área aeroespacial. A seguir, destacam-se alguns dos pontos altos deste primeiro congresso, cuja segunda edição deverá ocorrer em 2019 na cidade de Santa Maria – RS.O primeiro dia:

Da esquerda pra direita, Prof. Blausius (UniAmérica), Cel. Vielman (AEP), Rodrigo Leonardi (AEB) e Brig. Vital (PESE).

A abertura do CAB ocorreu na presença dos convidados que comandariam as palestras ao longo do dia, que eram o Rodrigo Leonardi da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Brigadeiro Vital da PESE (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais), o Cel.  Vielman da Agencia Espacial del Paraguay e a Reitoria da UniAmérica representada pelo Pro-Reitor Prof. Blasius Debald. Em sua fala, Leonardi (AEB) enfatizou os oito cursos de graduação em Engenharia Aeroespacial e a importância do diálogo das coordenações entre si e com a AEB. Depois da abertura, seguiu-se as palestras, começando com o Edvaldo Maia do Instituto de Inovação do SENAI (Florianopólis-SC) que destacou os serviços oferecidos em análise de viabilidade tecnológica de sistemas embarcados, com instalações laboratoriais adequadas para testes de nanosatélites e concepção dos mesmos, como o caso do projeto VCUB1 (nanosatélite 6U), primeiro satélite da indústria brasileira, desenvolvido em parceria com a VISIONA.A segunda palestra foi promovida pelo ilustre PhD. Alon Gany (Engenheiro Aeroespacial e professor emérito da TECHNION, Israel). O professor apresentou a trajetória do programa espacial de Israel que caminha a longos passos, destacando alguns projetos de lançamentos de satélites como a família OFEK e o seu lançador SHAVIT (o último,OFEK 10, foi lançado no ano de 2014), o satélite de estratégia militar TecSAR (2014) e a série de satélites de comunicação AMOS (o último lançado recentemente em setembro de 2018). O professor ainda mencionou o projeto da Agência Espacial de Israel ISA em colaboração com a Technion conhecido como SAMSON. A previsão de lançamento deste nanosatélite está para o ano de 2020. 

Prof. Alon Gany (Technion) com o prof. Carlos Brito (UFMA)

 A tarde do primeiro dia seguiu com as palestras sobre a Agencia Espacial del Paraguay ( pelo Cel. Vielman), a Agência Espacial Brasileira AEB (Rodrigo Leonardi),  o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Brig. Vital) e o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apresentado por Geilson Loureiro. O LIT/INPE destaca-se na sua importância para o programa espacial brasileiro por ser o único laboratório com capacidade tecnológica para validação de satélites no país. Além disso, 97% das antenas de uso aeroespacial produzidas no Brasil foram testadas no LIT.A noite, encerrando o primeiro dia do CAB, o engenheiro mecatrônico da USP e mestre em engenharia de sistemas espaciais pelo ISAE-Supaéro na França, Lucas Fonseca, foi único brasileiro participante da missão Rosetta (sonda espacial construída e lançada pela Agência Espacial Europeia ESA para investigar um cometa). Sua palestra foi considerada pelos alunos uma das mais empolgantes do primeiro dia. Lucas apresentou sua perspectiva sobre uma outra visão de trabalhar com o espaço por meio das empresas tipo NewSpace (contraponto das empresas tradicionais do setor aeroespacial conhecido como OldSpace). O mesmo acredita que as empresas tipo newspace possam contribuir para uma maior inserção de brasileiros que queiram empreender no setor espacial. Atualmente, Lucas Fonseca está a frente de vários projetos e da Diretoria Executiva da Airvantis.

Eng. Lucas Fonseca da Airvantis – destaque do primeiro dia